O QUE É O MACAXEIRASSUPERPODEROSAS?

Amigos este espaço foi criado para homens e mulheres de bem, que não andam satisfeitos com a rumo que está tomando este país! Portanto estamos convidando todos os homens e mulheres que ainda acreditam em um BRASIL - UM PAÍS DE TODOS realmente a nos seguir e interagir! Temos espaço para 97 autores aqui! Quem quiser participar como autor do blog por favor entre em contato deixando um comentário no mural de recados abaixo, e claro com e-mail para que possamos cadastrá-los como autores. O e-mail é para podermos lhes enviar o convite, depois é só aceitar e começar a postar!
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AQUI O CIDADÃO TEM LUGAR

45 MOTIVOS PARA CONTINUAR ACREDITANDO:

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sexta-feira, 30 de março de 2012

DURANTE 10 ANOS LULA DISSE QUE ISSO MUDARIA! MENTIRA! NADA MUDOU!


Ensino público

Também em educação física, NE está atrás do Brasil

Metade das escolas das redes municipal e estadual da região não possui sequer espaço destinado à prática de exercícios. A médica nacional é de 30%

Nathalia Goulart
Pesquisa inédita revela como é o ensino da educação física nas escolas públicas
Pesquisa inédita revela como é o ensino da educação física nas escolas públicas (Thinkstock)
Não é novidade que a região Nordeste apresenta índices educacionais alarmantes. Ao fim do 3º ano do ensino fundamental, ou seja, no período de alfabetização, 78,7% dos estudantes da rede pública ainda não dominam competências básicas de escrita.  Do ensino médio, 93,2% saem sem saber o que deveriam. Outro dado divulgado nesta quarta-feira, em São Paulo, reforça a distância entre as unidades públicas de ensino da região e do restante do Brasil (cujo desempenho, vale lembrar, também é sofrível): 51% das escolas das redes municipal e estadual do Nordeste não possuem um espaço destinado à prática de educação física. A médica nacional de escolas com essa deficiência é de 30%. Mais: 74% dos professores da disciplina que não cursaram a universidade atuam na região.
O levantamento Educação Física nas Escolas Públicas Brasileiras é resultado de uma parceria entre Ibope, Instituto Ayrton Senna, Instituto Votorantim e ONG Atletas pela Cidadania. Os melhores índices relativos a infraestrutura foram registrados na região Sul, onde apenas 11% das instituições de ensino não possuem espaço dedicado à educação física. No Sudeste, o número é semelhante: 14%.
"Apesar de o cenário ser otimista em algumas regiões do Brasil, ainda é alarmante a disparidade constatada", diz Ana Lúcia Lima, diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro/Ibope. Nas unidades localizadas em áreas urbanas, a falta de espaço atinge 19% das escolas, enquanto na zona rural chega a 50%.
Apesar da diferença de infraestrutura entre as regiões, a prática dos professores se revelou bastante similar. Dos 50 minutos de aula, apenas 58% do tempo – ou 29 minutos – é utilizado para atividades físicas propriamente. "O dado nos leva refletir sobre muitas hipóteses, como problemas de planejamento e metodologia ou a falta de equipamentos", diz trecho do estudo, que mostra que 13% das escolas públicas pesquisadas não possuem sequer uma bola de futebol, 45% não têm quadra poliesportiva e 56% não dispõem de vestiários. 
Um das surpresas positivas da pesquisa é o percentual relativamente alto de professores com formação superior. Noventa por cento deles concluíram a graduação ou pós, em cursos de especialização e mestrado. Apenas 6% pararam no ensino médio. Entre os que chegaram à universidade, 83% se formaram em educação física, 13% em pedagogia, 4% em dança e outros 4% em gestão escolar. Outra surpresa: 74% se mostraram muito satisfeitos com a carreira.
Para Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, o preparo e o entusiasmo dos professores são animadores. Contudo, cabe um alerta. "Infelizmente ainda temos dificuldades em transformar a motivação e o estudo desses profissionais em resultados concretos para o esporte e a educação do país. Não podemos nos focar apenas nos insumos, precisamos também colocar energia nos resultados", afirmou Viviane.
Ana Moser, uma das fundadoras da ONG Atletas para Cidadania, ressaltou que os eventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos anos são uma oportunidade para discutir a qualidade da educação física na rede pública. "O esporte dentro do âmbito escolar ainda é um assunto pouco tratado e essa pesquisa vem para legitimar esse debate. Vivemos um tempo único para o esporte brasileiro e precisamos pensar no legado social que a Copa do Mundo e as Olimpíadas deixarão para o país."

quinta-feira, 29 de março de 2012

Bolsa Cagão: PRIMEIRO AGRACIADO DE HOJE


“Essa Casa tem que ser respeitada pelo que ela é e pelo que ela faz”.

Henrique Alves, líder do PMDB na Câmara dos Deputados, fazendo de conta que o que é e faz a Casa do Horrores merece respeito.


QUEBRA DE SIGILO AUTORIZADA!



29.MAR.12 - 19:23

STF autoriza quebra do sigilo bancário de Demóstenes


Por Mariângela Gallucci

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta a quebra do sigilo bancário do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e de outros investigados por suspeita de envolvimento com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, por exploração de jogos ilegais em Goiás. Lewandowski abriu um inquérito no STF e autorizou uma série de diligências que tinham sido requeridas na terça-feira pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Além da quebra de sigilo, Lewandowski determinou a expedição de um ofício ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para que remeta a relação de emendas ao orçamento da União apresentadas por Demóstenes Torres. Ele também requereu a alguns órgãos (cujos nomes não foram divulgados) que encaminhem cópias de contratos celebrados com empresas mencionadas em conversas gravadas pela Polícia Federal.

quarta-feira, 28 de março de 2012

TIA DILMA... TIA DILMA... VÁ CUIDAR DO SEU NETINHO!


‘A incompetência virou elogio’, por Marco Antonio Villa

PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA TERÇA-FEIRA
MARCO ANTONIO VILLA
O governo Dilma Rousseff lembra o petroleiro João Cândido. Foi inaugurado com festa, mas não pôde navegar. De longe, até que tem um bom aspecto. Mas não resiste ao teste. Se for lançado ao mar, afunda. Não há discurso, por mais empolgante que seja, que consiga impedir o naufrágio. A presidente apresenta um ar de uma política bem-intencionada, de uma tia severa e até parece acreditar no que diz. Imagina que seu governo vai bem, que as metas estão cumpridas, que formou uma boa equipe de auxiliares e que sua relação com a base de sustentação política é estritamente republicana. Contudo, os seus primeiros 15 meses de governo foram marcados por escândalos de corrupção, pela subserviência aos tradicionais oligarcas que controlam o Legislativo em Brasília e por uma irritante paralisia administrativa.
Inicialmente, a presidente vendeu a ideia que o Ministério não era dela, mas de Lula. E que era o preço que teria pagado por ser uma neófita na política nacional. Alguns chegaram até a acreditar que ela estaria se afastando do seu tutor político, o que demonstra como é amplo o campo do engodo no Brasil. Foi passando o tempo e nada mudou. Se ocorreram algumas mudanças no Ministério, nenhuma foi por sua iniciativa. Além do que, foi mantida a mesma lógica na designação dos novos ministros.
Confundindo cara feia com energia, a presidente continuou representando o papel de hábil executiva e que via a política com certo desprezo, como se os seus ideais de juventude não estivessem superados. Como sua base não é flor que se cheire, acabou até ganhando a simpatia popular. Contudo, não se afastou deste jardim, numa curiosa relação de amor e ódio. Manteve o método herdado do seu padrinho político, de transformar a ocupação do Estado em instrumento permanente de negociação política. E ainda diz, sem ficar ruborizada, que não é partidária do toma lá dá cá. Dá para acreditar?
O Ministério é notabilizado pela inoperância administrativa. Bom ministro é aquele que não aparece nos jornais com alguma acusação de corrupção. Para este governo, isto basta. Sem ser enfadonho, basta destacar dois casos. Aloizio Mercadante teve passagem pífia pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Se fosse demitido na reforma ministerial ─ aquela que a presidente anunciou no último trimestre do ano passado e até hoje não realizou ─, poucos reclamariam, pois nada fez durante mais de um ano na função. Porém, como um bom exemplo do tempo em que vivemos, acabou promovido para o Ministério da Educação. Ou seja, a incapacidade foi premiada. O mesmo, parece, ocorrerá com Edison Lobão, que deve sair do Ministério de Minas e Energia para a presidência do Senado, com o beneplácito da presidente. O que fez de positivo no seu ministério?
Numa caricata representação de participação política, Dilma patrocinou uma reunião com o empresariado nacional para ouvir o já sabido. Todas as reclamações ou concordâncias já eram conhecidas antes do encontro. Então, para que a reunião? Para manter a aura da Presidência-espetáculo? Para garantir uma fugaz manchete no dia seguinte? Será que ela não sabe que não tem o poder de comunicação do seu tutor político e que tudo será esquecido rapidamente?
Uma das maiores obras da atualidade serve como referência para analisar como o governo trata a coisa pública. Desde quando foi anunciada a transposição de parte das águas do Rio São Francisco, inúmeras vozes sensatas se levantaram para demonstrar o absurdo da proposta. Nada demoveu o governo. Além do que estava próxima a eleição presidencial de 2010. Dilma ganhou de goleada na região por onde a obra passaria ─ em algumas cidades teve 92% dos votos. Passaria porque, apesar dos bilhões gastos, os canteiros estão abandonados e o pouco que foi realizado está sendo destruído pela falta de conservação. Enquanto isso, estados como a Bahia estão sofrendo com a maior seca dos últimos 30 anos. E, em vez de incentivar a agricultura seca, a formação de cooperativas, a construção de estradas vicinais e os projetos de conservação da água desenvolvidos por diversas entidades, a presidente optou por derramar bilhões de reais nos cofres das grandes empreiteiras.
A falta de uma boa equipe ministerial, a ausência de projetos e o descompromisso com o futuro do país são evidentes. O pouco ─ muito pouco ─ que funciona na máquina estatal é produto de mudanças que tiveram início no final do século XX. A ausência de novas iniciativas é patente. Sem condições de pensar o novo, resta ao governo maldizer os países que estão dando certo em vez de aprender as razões do êxito, reforçando um certo amargor nacional com o sucesso alheio. No passado a culpa era imputada aos Estados Unidos; hoje este papel está reservado à China.
Como em um conto de fadas, a presidente acredita que tudo terá um final feliz. Mas, até agora, o lobo mau está reinando absoluto na floresta. Basta observar os péssimos resultados econômicos do ano passado quando o Brasil foi o país que menos cresceu na América do Sul. E a comparação é com o Paraguai e o Equador e não com a Índia e a China.
Não é descabido imaginar que a presidente foi contaminada pelo “virus brasilienses”. Esta “espécie”, que prolifera com muita facilidade em Brasília, tem uma variante mais perigosa, o “petismus”. A vacina é a democracia combinada com outra forma de governar, buscando a competência, os melhores quadros e alianças programáticas. Mas em um país marcado pela subserviência, a incompetência governamental se transformou em elogio.

segunda-feira, 26 de março de 2012


SINTO VERGONHA DE MIM
Sinto vergonha de mim, por ter sido educador de parte deste povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade, e por ver este povo já chamado varonil, enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim, por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o ‘eu’ feliz a qualquer custo, buscando a tal ‘felicidade’ em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos ‘floreios’ para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre ‘contestar’, voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim, pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir, pois amo este meu chão, vibro ao ouvir o meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor, ou enrolar o meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo deste mundo!
‘De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude. A rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto’.

Rui Barbosa

quinta-feira, 22 de março de 2012




CORTE ETÁRIO NA EDUCAÇÃO E A EXCLUSÃO ESCOLAR!
Resumo: o corte etário é uma diretriz ditada pelo Conselho Nacional de Educação que a partir de 2012 adquiriu cunho de obrigatoriedade. O cerne é afunilar o acesso das crianças ao ensino fundamental, adotando critério unico baseado em fator cronológico. A Constituição foi aviltada e os direitos e garantidas fundamentais esquecidos. O acesso à educação negado, portanto nossa própria cidadania. Se encontra em curso Processo de nº ADC 17 no Eg. STF para legalizar o corté etário ou banilo.
Segue o Manifesto para todos interessados a militar conosco e informações sobre a reunião que o grupo de pais, pedagogos e advogados agendou junto ao Gabinete do Min. Relator do Processo, Ricardo Lewandowski, em Brasília, no STF.
Refente a ADC 17 em trâmite neste Eg. Superior Tribunal,
O apelo à justiça e o clamor de um Direito justo se confundem com a história do homem. Dizia Voltaire que “foram necessários séculos para devolver a justiça à humanidade, para entender quão horrível é que o grande número semeie e um pequeno recolha”.
Vivemos um momento de obscurantismo, nossas crianças são ceifadas do acesso à educação, tendo em vista critério unico cronológico, afrontando texto constitucional que prevê a observação da capacidade individual. Não somente há o bloqueio de acesso ao ensino fundamental, como está se imputando repetições já na educação infantil, onde mesmo a existência de seriação é questionada se válida.
Que se faça a luz para milhares de brasileirinhos, prejudicados em seus direitos fundamentais, em sua DIGNIDADE, quando impedidos de seguir com seus estudos. Um país onde a educação é triada por questões político-econômicas e não elevada a DIREITO DA MAIS ALTA RELEVÂNCIA, não é digno de uma Constituição DEMOCRÁTICA, posto que cidadania e democracia somente existem quando à educação é fornecida pelo estado e assegurada pelo judiciário.
Contudo, não se trata, meramente de uma questão fria da letra da lei, falamos em nome de almas inquietas, mentes febris, crianças que sentem a retenção como uma punição, a qual não fazem jus e portanto se desmotivam com o processo de aprendizagem.
Falo por minha filha Marina Carvalho Lourenço Moraes, sedenta de saber, hoje cursando o 1º período de sua escola, por força de liminar, MAS e os demais brasileirinhos que não possuem procurador a sua causa? E os estudantes de escola pública? Rogamos que seja o Eg. STF a voz destas crianças, hoje, anônimas, mas parte de uma sociedade que busca tratamento igual para os iguais.
Há petição pública colhendo assinaturas para modificação da diretriz de corte etário, a qual anexo a presente, como também matéria divulgada em mídia.
Que seja feita justiça e aplicada nossa Carta Magna!
Que nossas crianças tenham o direito e o acesso à educação.
Que seja julgada improcedente a ADC 17, bem como inconstitucional a diretriz do CNE que se baseia em critério unico, como forma de impedir o acesso ao ensino fundamental.
Uma mãe, cidadã que almeja IGUALDADE.
Maria de Jesus Carvalho Lourenço
VISITA AO STF - 25 DE ABRIL!!!
Prezados, a cidadania é um direito a ser exercido sempre que nos sentimos aviltados e negligenciados em nossas garantias fundamentais. O Grupo de Anistia as crianças com 5 anos para ingresso no ensino fundamental agendou audiência com o Sr. Min. Relator Ricardo Lewandowski do Processo em trâmite, ADC 17, que pode solucionar toda problemática do corte etário. O objetivo é a entrega de Dossiê com todo material coletado pelo grupo, depoimentos, pareceres profissionais e NOSSA PETIÇÃO PÚBLICA, hoje com 523 assinantes.

Continuo em surto, crendo que JUNTOS fazemos toda diferença e que podemos MUDAR a realidade. Continuo acreditando num Brasil para todos, onde a EDUCAÇÃO seja prioridade, MAS acredito AGINDO, adotando medidas PRO-ATIVAS.

Conto com você, divulgue nossa petição!
Acredite na mudança e busque-a.
Some-se

Aquele xero
Maria Badulaques

quarta-feira, 21 de março de 2012

Desvendando um Mistério: COEFICIENTE ELEITORAL! APRENDA COMO VC VOTA EM UM E ACABA ELEGENDO OUTROS!

SEGUNDA-FEIRA, 18 DE OUTUBRO DE 2010

Matemática na política


Está repercutindo em todo o país a expressiva vitória do Palhaço Tiririca (o da música Florentina) usando o slogan "Tiririca, pior que tá não fica!". Em um de seus guias eletorais, Tiririca falou que não sabe o que um deputado federal faz e, em outro guia, ele disse que iria ajudar os pobres, inclusive, os da família dele. É engraçado e tenho certeza que muitos dos eleitores do "Abestadô" votou nele como protesto a muito dos políticos que aí estão. Mas ao contrário do que Tiririca promete, as "coisas podem ficar coisadas e coisadas pra pior" porque podemos ter elegidos candidatos que não gostariamos que estivessem lá, não os conheço, nem seus trabalhos, nem seu projetos e não tenho nada contra eles, mas o problema é que foram eleitos sem o consentimento do povo, pois há uma matemática, que muitos dos eleitores não conhecem, nos transformando em palhaços quando queremos dizer que os palhaços são eles.
Para entender melhor vamos supor que numa cidade há dois partidos disputando 5 cadeiras da câmara de vereadores de uma cidade fictícia chamada "Só Jesus Salva".

Partido Que Pode - PQP
Jacinto Pinto
Crecio Venâncio
João da Fossa
Patrícia da Rosca
Fredézio
Mano Mamando

Partidos da Nação - PN
Flávio do Circo
Francisca da Igreja
Joana Louca
Migué
Plínio da Chinela
Caio Careca
Molusco
(Os partidos e candidatos são fictícios, não conheço ninguém com estes nomes ou apelidos e não estou fazendo menção a ninguém)

Suponha que após as eleições os repectivos votos foram:



Partido Que Pode - PQP


Jacinto Pinto - 1234
Crecio Venâncio - 96
João da Fossa - 42
Patrícia da Rosca - 2756
Fredézio - 132
Mano Mamando - 13



Partidos da Nação - PN


Flávio do Circo - 234
Francisca da Igreja - 567
Joana Louca - 138
Migué - 42
Plínio da Chinela 12
Caio Careca - 20
Molusco - 200


Votos branco ou nulo - 7600


Para contagem de votos, são descartados os votos branco ou nulo, assim, os 7600 eleitores da cidade Só Jesus Salva jogaram fora a oportunidade de mudar o resultado final da eleição ao votar branco ou nulo.

Vamos contar o total de votos que cada partido obteve (você na verdade vota no partido e influência a ordem dos candidatos no partido).


PQP = 1234 + 96 + 42 + 2756 + 132 + 13 = 4273


PN = 234 + 567 + 138 + 42 + 12 + 20 + 200 = 1213

Assim, o total de votos válidos (VV) é a soma dos votos que os partidos obtiveram:

VV = PQP+PN = 4273+1213 = 5486

Agora, podemos calcular o coeficiente eleitoral (CE) que é o total de votos válidos dividido pelo número de vagas disputadas para Câmara de vereadores ou deputados federais ou Assembleia Legislativa. Na nossa situação fictícia, a Câmara de Vereadores da cidade Só Jesus Salva tem 5 vagas, então:

CE = VV/5 = 5486/5 = 1097,2

Isto é, a cada 1097,2 votos o partido elege um vereador, portanto

PQP - 4273 / 1097,2 = 3,894458622  = 4

PN - 1213 / 1097,2 = 1,105541378 = 1

O PQP terá direito a 4 vagas na câmara e PN terá direito a 1 vaga na Câmara, assim, os eleitos são:


PQP


Patrícia da Rosca - 2756 votos
Jacinto Pinto - 1234 votos
Fredézio - 132 votos
Crecio Venâncio - 96 votos


PN


Francisca da Igreja - 567 votos

Veja que há candidatos que não foram eleitos no PN que tiveram mais votos que candidatos eleitos no PQP, mas por causa do coeficiente eleitoral eles não foram eleitos.

Para o exemplo prático, o coeficiente eleitoral em São Paulo foi próximo de 300.000 e Tiririca obteve 1.350.000 votos, portanto os votos de Tiririca deram para eleger 5 deputados federais do partido dele:
1350000/300000 = 4,5 = 5

Então, ao votar em Tiririca, os eleitores elegeram o Tiririca e mais 4 que não sabiam.

Agora que você já sabe como funciona a eleição para vereadores e deputados, planeje bem o seu voto de protesto. Se você votou em Tiririca porque acha que ele será um bom deputado ótimo, embora outros não achem, mas vivemos num democracia todos devem respeitar, mas chamo a atenção de quem votou só por protesto, não falo só os que votaram em Tiririca, mas também em outros candidatos só pra fazer protesto, tomem cuidado, pois o tiro pode sair pela culatra.

CHEGA DE COLOCAR NO CONGRESSO OS CARAS QUE NÃO QUEREM SABER DE NÓS!

segunda-feira, 19 de março de 2012

É A ÉTICA DO MERCADO, ENTENDEU? (isso acontece em todo o Brasil)




SABEM QUANDO ISSO VAI ACABAR?
 QUANDO CORRUPTOS E CORRUPTORES FOREM PARA A CADEIA!

 E SABEM QUANDO ISSO VAI  ACONTECER?
 QUANDO TIVERMOS LEIS MAIS DURAS CONTRA ESTE E OUTROS TIPOS DE CRIMES HEDIONDOS!

 E POR QUE NÃO TEMOS ESTAS LEIS HOJE?
 POR QUE NÃO TEMOS POLÍTICOS COMPROMETIDOS PARA CRIAR ESTAS LEIS!

APENAS O VOTO DISTRITAL PODE NOS TRAZER ESTES POLÍTICOS COMPROMETIDOS QUE PRECISAMOS!

DOS 513 DEPUTADOS ELEITOS NA ÚLTIMA ELEIÇÃO, APENAS 36 FORAM ELEITOS COM SEUS PRÓPRIOS VOTOS! O "RESTO", FOI ELEITO COM O VOTO PROPORCIONAL E COEFICIENTE ELEITORAL!

PRECISAMOS TER O VOTO DISTRITAL, PARA MELHORAR E MUITO ESTE CENÁRIO, CASO CONTRARIO, MUITOS E MUITOS BRASILEIROS CONTINUARÃO MORRENDO POR CULPA DESTA CORJA DE ASSASSINOS!




sábado, 17 de março de 2012


O vereador Helio Fernando de Carvalho (PC do B), de Santana de Paranaíba, na Grande São Paulo é suspeito de vender certificado de conclusão do ensino médio


Do G1 SP, com informações da rádio CBN 


15/03/2012 10h03 - Atualizado em 15/03/2012 10h03 

Parlamentar de Santana de Parnaíba cobrou R$ 1.300 pelo documento.
Provas foram feitas em casa e preenchidas a lápis, segundo a rádio CBN.

O vereador Helio Fernando de Carvalho (PCdoB), de Santana de Paranaíba, na Grande São Paulo é suspeito de vender certificado de conclusão do ensino médio, conforme reportagem da rádio CBN desta quinta-feira (15). A rádio investigou o caso por dois meses e obteve um certificado sem a necessidade de frequentar aulas. Os documentos estão disponíveis no site da rádio. Segundo a reportagem, o documento emitido pelo Colégio Chip de Osasco, também na Grande São Paulo, foi recebido um mês após as negociações. A CBN pagou R$ 1.300 pelo certificado.

Sem se identificar, a equipe de reportagem da rádio  foi ao Centro de Educação Parnaíba, do vereador, atrás de um certificado de conclusão do ensino médio. A secretária informou que seria preciso frequentar as aulas por pelo menos seis meses e, em seguida, realizar provas. Quando o repórter informou da pressa pelo documento, a funcionária o orientou a procurar o vereador, conhecido como Professor Helio.
Sem saber que a conversa estava sendo gravada, o vereador cobrou R$ 1.300 pelo certificado e explicou como funciona o esquema: as provas seriam levadas para casa. As questões de múltipla escolha deveriam ser preenchidas a lápis. Em relação às três redações, a orientação do parlamentar foi que os textos fossem copiados da internet. O vereador pediu sigilo.
Dois dias depois, no dia 8 de fevereiro, a equipe de reportagem da CBN fez o pagamento da taxa e recebeu as provas. Após devolvê-las respondidas, foi entregue um protocolo e um recibo de pagamento.
Cerca de um mês depois, o certificado de conclusão do ensino médio foi entregue ao repórter, com data do dia 16 de dezembro de 2011 – dois meses antes da realização das provas. O histórico escolar informa notas fictícias, nunca menos do que a nota mínima para conseguir o diploma, e atesta que o repórter assistiu a 1.540 horas de aulas.
O documento é emitido pelo Colégio Chip, sendo assinado e carimbado pela direção pedagógica da instituição. O colégio é reconhecido pela Diretoria de Ensino de Osasco, que informou à CBN que tem 120 dias para reconhecer a validade do diploma.
O G1 procurou o vereador Professor Helio para comentar o assunto. Em seu gabinete, uma funcionária informou que ele estava em São Paulo nesta quinta-feira para um congresso. O G1deixou recados na caixa postal de seu celular e até as 9h30 não havia obtido retorno. O Colégio Chip também foi procurado. Entretanto, ninguém atendeu o telefone que consta no site da instituição.
 

quarta-feira, 14 de março de 2012

EU ACREDITO EM PAPAI NOEL, MAS EM CEGONHA NÃO!


Delúbio volta ao Recife para falar sobre o mensalão

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares está no Recife desde a madrugada de hoje. Chegou com as malas cheias de panfletos para serem distribuídos em palestra que fará à noite na Faculdade Maurício de Nassau sobre a defesa que apresentou ao Supremo Tribunal Federal. O título da palestra é "Defesa de Delúbio Soares no STF". Em 2005, Delúbio foi acusado de participar do chamado escândalo do mensalão.

Ao chegar na capital, o ex-tesoureiro procurou alguns petistas. Almoçou hoje, por exemplo, com a deputada estadual Teresa Leitão em um restaurante do Espinheiro. Em seguida, foi à Assembleia Legislativa onde se reuniu com o presidente da Casa, Guilherme Uchoa (PDT).

Não é a primeira vez que o ex-tesoureiro vem ao estado para falar de sua defesa no STF. Em dezembro, ele participou de um debate na sede do Sindicato dos Servidores Públicos de Pernambuco. Ele está percorrendo o país para falar sua versão sobre o mensalão.

Amanhã, Delúbio apresenta a mesma palestra na Faculdade Joaquim Nabuco em Paulista, na Região Metropolitana do Recife.

Com informações da repórter Júlia Schiaffarino

SEM COMENTÁRIOS! KKKKKKK ME ENGANA QUE EU GOSTO!

O NOVO PRESIDENTE DO STF É?... QUE ELE FAÇA ANDAR O MENSALÃO!

Carlos Ayres Britto é eleito presidente do STF
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
14/03/2012 | 18h46
      
O ministro Carlos Ayres Britto foi eleito esta tarde (14) presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). A votação foi apenas uma formalidade, já que é tradição que o vice-presidente do STF - cargo ocupado atualmente por Britto - seja o próximo presidente seguindo o critério de antiguidade no Tribunal. O vice-presidente eleito é o ministro Joaquim Barbosa.

A posse será no dia 19 de abril, embora o mandato da presidência do STF seja de dois anos, Britto terá que deixar a Corte em novembro, quando completa 70 anos e será aposentado compulsoriamente. Em seguida, Joaquim Barbosa assume a presidência e Ricardo Lewandowski como vice.

Após a divulgação do resultado, Ayres Britto disse que terá Cezar Peluso como “um espelho” e teceu uma série de elogios ao atual presidente. Em setembro, Peluso também terá que deixar o STF ao completar 70 anos de idade.

Sergipano de Propriá, o advogado Ayres Britto foi nomeado ministro do STF pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003. Foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral entre 2008 e 2010, quando defendeu, antes da aprovação da Lei da Ficha Limpa, a inelegibilidade dos candidatos condenados por improbidade administrativa e por corrupção.


Britto relatou ações relevantes como a liberação das pesquisas no Brasil com células-tronco embrionárias, a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo, o processo sobre a Lei de Imprensa e a ação que proibiu o nepotismo no Judiciário e nos demais Poderes.

FORTALEZA - CE: RECADASTRAMENTO

Instituto recadastra aposentados da Prefeitura de Fortaleza 
Recadastramento de aposentados deve ser feito até 30 de março. 
Meta da Prefeitura de Fortaleza é atualizar dados de 10.977 pessoas. 

O Instituto de Previdência do Município (IPM) encerra no dia 30 de março o recadastramento de aposentados e pensionistas da Prefeitura de Fortaleza. A meta é recadastrar 10.977 pessoas. Segundo o IPM, apenas metade do público esperado atualizou os dados. 

Os aposentados devem comparecer ao IPM levando RG, CPF, contracheque, comprovante de endereço, certidão de casamento, certidão de nascimento dos filhos e documento judicial de curatela ou tutela, se houver, além de RG e CPF dos dependentes. Aposentados casados devem apresentar ainda RG e CPF do cônjuge. 

Os pensionistas devem levar RG, CPF, contracheque e comprovante de endereço, além de certidão de óbito e RG ou CPF do servidor que origem à pensão, além de RG e CPF dos dependentes. Servidores divorciados devem apresentar certidão de casamento com averbação do divórcio. 

O recadastramento é realizado até 30 de março de segunda a sexta, das 7h30 às 16h, na sede do IPM (Rua Major Facundo, 1361).

segunda-feira, 12 de março de 2012


Aniversário de Recife 
Olinda



Hoje, 12 de março, a cidade do Recife está completando 475 anos, e Olinda sua cidade irmã completa 477 anos de suas fundações. 

Fonte: Expandindo Novos Horizontes



Olinda



Localizada no estado de Pernambuco, é uma das mais antigas cidades brasileiras, tendo sido fundada (ainda como um povoado) em 1535 por Duarte Coelho. O donatário fez tudo pelo desenvolvimento da terra. Fundou o primeiro engenho de açúcar, desenvolveu a agricultura, estabeleceu um livro de Tombo e em 1537 foi elevada a vila no dia 12 de março. Duarte Coelho ordenou a construção de um edifício destinado ao funcionamento da Câmara do Senado de Olinda, prédio este doado, em 1676, ao primeiro bispo de Olinda, Dom Estevam Brioso de Oliveira, que o converteu em um palácio episcopal, tudo que ainda hoje conserva. Olinda era sede da capitania de Pernambuco, mas foi incendiada pelos holandeses devido à sua localização. Segundo a concepção holandesa de fortificação, Olinda detinha um perfil de difícil defesa. Diante disso, a sede foi transferida para o Recife.


Em 1630, Olinda foi tomada pelos holandeses que a incendiaram no ano seguinte; em 1654, os portugueses retomaram o poder e expulsaram os holandeses. Olinda voltou a ser capital de Pernambuco, muito embora os governadores residissem no Recife. Por volta de 1800, com a fundação do Seminário Diocesano e, em 1828, do Curso Jurídico, transformou-se num burgo de estudantes. Deixou de ser a Capital da Província em 1837, perdendo o título de capital para o Recife.




Demografia de Olinda


12/03/2012 - 06h00

Corrupção está mais 'rasteira e evidente', avalia especialista

JOÃO BATISTA NATALI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Fonte: Folha.com



A corrupção vem crescendo no Brasil, nas últimas duas décadas, porque o Congresso, na prática, aboliu as cassações de mandato como forma de punição. É o que diz Modesto Carvalhosa, que na próxima quinta-feira completa 80 anos.
Em meio a uma dezena de obras que publicou, sobretudo em direito societário e comercial, Carvalhosa coordenou as 493 páginas de "O Livro Negro da Corrupção" (1995), centrado nas revelações que levaram à queda, em 1992, do então presidente Fernando Collor de Mello.
Modesto Carvalhosa foi professor de direito comercial na USP, presidente do Condephaat (1984-1987), quando foi tombada a Serra do Mar, consultor da Bovespa e presidente do Tribunal de Ética da OAB-SP. Também presidiu a Associação de Docentes da USP, liderando em 1978 uma greve contra o regime militar.
Sua publicação de maior fôlego foram os quatro volumes dos "Comentários à Lei das Sociedades Anônimas", publicados em 1977 e atualizados em sucessivas edições até o ano passado.
O professor e advogado é homenageado em documentário de 45 minutos produzido por sua filha Sofia.
O filme passará em duas sessões na próxima quarta-feira, no MIS (Museu da Imagem e do Som), às 21h e às 22h. Os ingressos são gratuitos, mas para a primeira sessão eles já estão esgotados.
Folha - Excetuados os textos de direito, sua obra mais conhecida é "O Livro Negro da Corrupção", de 1995. Desde sua publicação, a corrupção aumentou ou diminuiu no Brasil?
Modesto Carvalhosa - A situação piorou. Na época prevalecia uma ética na sociedade que levava os corruptos, ao menos no Congresso Nacional, à cassação. Hoje em dia a corrupção é mais rasteira e evidente. O instituto da cassação foi abolido, na prática. O último político atingido foi o José Dirceu, em 2005. A sanção política desapareceu, e com isso há agora muito mais campo para corruptores e corruptos.
E a Lei da Ficha Limpa?
É é uma grande medida, mas não impede que o político eleito vá sujar sua ficha dentro do Congresso, o que ocorre se ele for cooptado pelos lobbies corruptores. A única inibição da corrupção é a sanção social, representada pela falta de decoro e pela cassação.
O chamado "presidencialismo de coligação" teria algo a ver com a impunidade?
Claro, já que o Brasil é um país presidencialista, mas que adota um governo que teoricamente tem um pouco a ver com o Parlamentarismo europeu no pós-Guerra. No Brasil a coalizão de partidos não dá sustentação ao governo, ela divide o poder com ele. Cada partido troca o seu apoio por cargos. Isso gera crises frequentes. E os partidos, por lotearem o poder, acabam por se unir para evitar a punição de ministros, deputados e senadores.
Há alguns anos a percepção era de que a corrupção estava circunscrita ao Executivo e ao Legislativo. O Conselho Nacional de Justiça mostra que uma minoria do Judiciário também está contaminada. A seu ver o CNJ já está solidificado, ou ainda podem cortar as asas dele?
A dialética dessa questão é interessantíssima. A partir de dezembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal enfrentou um desgaste, uma desmoralização na opinião pública, por ter impedido que o CNJ fiscalizasse desembargadores. Mas a opinião pública elegeu o CNJ como um órgão de atuação positiva e moralizadora, como a grande instituição brasileira capaz de atuar contra as improbidades.
O sr. é um crítico histórico da lentidão do Judiciário. Até que ponto a quantidade de recursos emperra os processos, muito mais que o anacronismo dos tribunais?
A reforma do Poder Judiciário deveria seguir recomendações de outro tribunal superior, o STJ (Superior Tribunal de Justiça), que tem a visão mais arejada e moderna do problema. O papel do STJ é extraordinário. Ele sugere um sistema em que os casos podem terminar em conciliação ou arbitragem. Seria necessária uma emenda à Constituição, que, sem afetar o direito pleno à defesa e à cidadania, desse força judicial a essa alternativa. Seria o caminho para as questões que não são de interesse coletivo. Um acidente de trabalho é questão de interesse coletivo. Mas não é o caso de uma disputa societária, entre sócios e acionistas. É um litígio próprio à arbitragem, sempre e apenas em primeira instância. Há 80 milhões de processos em curso no Brasil. Seriam necessários 800 mil juízes e 100 mil desembargadores para lidar com essa massa, o que é materialmente impossível.
E a súmula vinculante [decisões do STF que devem ser seguidas em instância inferior], de que se falou tanto há alguns anos?
Isso é algo muito, muito importante. Pena que não esteja se expandindo.
Vejamos o direito societário, sobre o qual o sr. lecionou e publicou. As empresas com controle acionário pulverizado e com administração profissional deram -ou não- mais dinamismo aos mecanismos de decisão?
Cada caso é um caso, dependendo dos administradores. Nos anos 90 falou-se em "governança corporativa" como se fosse uma religião, ao lado do cristianismo e da fé islâmica. Mas os administradores das companhias de controle pulverizado muitas vezes se apropriam de recursos imensos, por meio de bonificações que eles têm o poder de conceder a si mesmos. Há na Europa e Estados Unidos casos em que administradores recebem honorários de US$ 10 milhões, US$ 50 milhões. Companhias com controladores mantêm a rédea sobre os administradores. No mercado americano, montadoras há três anos falidas distribuíam milhões em bônus aos administradores.
Como o sr. avalia o desempenho das estatais brasileiras, que têm um grande controlador, a União?
Depois das privatizações, as estatais que permaneceram sob controle do Estado são administradas de modo mais técnico, conveniente, mais profissionalizado, mas com deficiências próprias à ingerência política e pressão dos fundos de pensão, que atuam como repúblicas independentes, dentro do Brasil.
Qual seu tombamento preferido: o Caetano de Campos, em 1975, quando o sr. chefiou um grupo de pressão, ou a Serra do Mar, quando o sr. presidia o Condephaat, durante o governo de Franco Montoro (1983-1986)?
No caso do Caetano de Campos eu era jovem, e, além da questão urbanística, havia a contestação de uma decisão autoritária do regime militar. Além disso eu estudei no Caetano de Campos, onde tenho fortes raízes sentimentais. Naquela época, o governo pretendia fazer uma grande estação de metrô na praça da República, às custas da demolição daquele colégio. Nas semanas em que durou o caso a Folha dava chamadas de primeira página. Eles ao fim recuaram.
Entre 1977 e 1979 o sr. também presidiu a associação dos professores da USP, que promoveu uma greve. Havia também contestação ao regime?
Claro que sim. Foi um momento que aconteceu quando tomávamos consciência da necessidade urgente de mais democracia. Nossa greve ocorreu na mesma época que a dos metalúrgicos de São Bernardo.
Chegou a ser convidado para entrar em algum partido político?
O governador Montoro me fez alguns convites, mas eu preferi nunca me filiar a nenhum partido.
Sua geração viveu a adolescência no pós-Guerra, quando as pessoas acreditavam que o mundo seria melhor, diferente.
O mundo mudou desde então, e para melhor. A democracia se impôs em certas áreas e ela funcionou como uma forma de aperfeiçoamento civilizatório. Houve um grande avanço nos direitos da sociedade civil. Com relação ao Brasil, estávamos em mãos de uma oligarquia que acreditava em valores éticos, mas não tinha uma visão social. Ocorreu uma abertura, mas a classe política ficou com um perfil mais vulgar. A sociedade civil, no entanto, cresceu e está bem mais poderosa.
Qual o papel das ONGs nesse processo?
Todos os movimentos sofrem, depois de determinado tempo, os efeitos da burocratização, da degeneração, de perda de seus objetivos iniciais. As ONGs perderam muito de seu impulso generoso ao se institucionalizarem. Em lugar de um ideal, elas hoje querem se aproximar dos governos. A institucionalização degrada as ideias.
Como pianista amador, quantas horas por semana o sr. tem se exercitado?
Muito pouco, talvez umas quatro horas. Tenho estudado peças menos difíceis de Mozart, Bach, Satie e o Liszt que seja mais fácil.
E com relação às leituras?
Tenho lido historiadores franceses e obras de psicologia, à procura de respostas a uma antiga obsessão minha, que são as impulsões do ser humano, no sentido de Nietszche. As impulsões são muito negativas, uma tragédia. Saramago tem uma frase terrível: "O ser humano não merece a vida." Só por essa frase ele já teria merecido o Prêmio Nobel.